Terapia Sexual – Uma possibilidade de encontro

Categorias:

Descrição:

terapia

Falar sobre sexualidade humana ainda é um tabu em nossa sociedade, o que dificulta a procura de ajuda para tratar disfunções sexuais que vêm crescendo na contemporaneidade. A falta de informação prejudica a iniciativa de busca de tratamento, bem como a superação de dificuldade no campo sexual.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, “a sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e integrações, portanto, a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada como direito humano básico. A saúde sexual é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal que influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor”.
A terapia sexual integra informações biológicas e psicossociais, com o objetivo de eliminar disfunções sexuais sem causa orgânica. Com uma anamnese bem elaborada e uma metodologia de avaliação para identificar a melhora da função sexual na terapia, possibilita-se que o terapeuta sexual seja um agente facilitador para a melhora sexual, dando lugar para o inadequado se sentir adequado. Para isto, o profissional terá que estar preparado para em alguns momentos ser pedagógico, informando, erradicando conceitos errôneos e mitos.
O terapeuta sexual é um psicoterapeuta (psicólogo ou psiquiatra) treinado em técnicas específicas da terapia sexual, da terapia comportamental e da terapia conjugal. Necessita de conhecimentos específicos para poder lidar com a diversidade de casos e possivelmente terá que dar sugestões para modificação de atitude e dos aspectos mecânicos da atividade sexual.
O ciclo de resposta sexual feminino e masculino divide-se em: fase do desejo, excitação, orgasmo e resolução. As principais disfunções sexuais femininas tratadas em consultório são: anorgasmia (ausência de orgasmos), vaginismo, dispareunia (dor no ato sexual), alteração na libido; e nos homens são: disfunção erétil, ejaculação precoce ou retardada, alteração na libido, ansiedade de desempenho. Mas qualquer sintoma que traga sensação de inadequação sexual é passível de tratamento.
Um problema que vem aparecendo hoje em dia no casal resulta das novas expectativas das mulheres no que se refere ao sexo, que foram consideravelmente elevadas. Reforça-se que o homem tem o dever de assegurar o prazer feminino, atuando efetivamente para que a relação sexual seja orgástica. Estas exigências têm acarretado em um número crescente de casos de disfunções sexuais masculinas. De acordo com estudos, estima-se que atualmente cerca de 50% dos brasileiros têm alguma dificuldade em manter a ereção durante o sexo.

A tarefa central da terapia sexual é identificar a presença do padrão desaptativo e proporcionar percepção profunda da dinâmica da situação, bem como orientação específica sobre meio de superar o problema.

Acredito que para o sucesso terapêutico é fundamental a presença do casal. A identificação dos principais problemas não sexuais de um casal é imprescindível para o início da terapia. A não participação do casal nega o conceito de que ambos estão comprometidos com a insuficiência sexual que os acomete, como também ignora o fato de que a relação sexual representa interação entre pessoas.
Indivíduos que no momento não têm nenhum parceiro (a) sexual fixo poderão ser tratados por essa abordagem, obtendo também resultados satisfatórios.
A comunicação entre o casal propicia uma troca de informações e sentimentos importantes para o conhecimento do outro. É imprescindível estimular a comunicação também para uma melhora da resposta sexual.
Quase sempre a falta de comunicação não é uma causa da disfunção, porém auxilia a perpetuar o sistema sexual destrutivo e agravar um problema existente. A comunicação franca e constante é um instrumento maravilhoso para corrigir e remediar problemas relacionais.
Sexo é saúde!

Por: Christine Gribel

» ver telefone

* Ao ligar, informe ter visto o telefone no Portal Barra da Tijuca

Busca Bairro