YOGA: Origem e Filosofia

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Com a constante chegada de informações vindas de diversos tipos de mídia de todas as direções e regiões do planeta, o Yoga deixou de ser algo distante e misterioso e vem conquistando cada vez mais adeptos em todos os cantos do mundo. Porém, se a prática física das salas de aulas deixou de ser um enigma a ser desvendado, por outro lado, o Yoga enquanto filosofia ainda é muito pouco explorado. É bem verdade que se trata de um conhecimento tão vasto quanto profundo, mas de suma importância para que o praticante se considere verdadeiramente um yogui.
Vamos começar pelo começo e, sendo assim, não podemos deixar de citar o grande sábio Patañjali que, cuidadosamente, coordenou o pensamento yogui e explicou-o a seus alunos cerca de três séculos a.C. Ele foi o codificador do Yoga Clássico, tendo sido descrito por diversos autores e em diferentes épocas ao longo de vários séculos, tornando-se difícil precisar o momento correto de sua existência. Ninguém sabe detalhadamente quem foi o sábio Patañjali. Não existem dados históricos sobre ele, mas sabemos que ele existiu, pois além do Yoga SÅ«tra (texto composto de 196 aforismos) ele também nos deixou obras completas sobre Gramática e Ayurveda (medicina indiana). Como não se têm dados históricos sobre Patañjali, sua personalidade e descrição estão todas envoltas de lendas, mitos e símbolos, como é costume na Índia e em todos os povos antigos.
Patañjali não criou o yoga, já que este era praticado há milhares de anos, mas é o responsável pelo entendimento do yoga enquanto sistema filosófico. O sistema filosófico Yoga está descrito em seu texto básico: o Yoga SÅ«tra. Na segunda parte dessa obra, ele propôs um caminho para se alcançar a auto-realização: o Aṣṭāṅga Yoga. O Aṣṭāṅga Yoga, como diz o nome (aṣṭa=oito e aá¹…ga=partes de um corpo), compõe-se de oito partes e são códigos de condutas e disciplinas éticas que perpassam o desenvolvimento da prática de Hatha Yoga (o yoga físico das salas de aulas). É importante esclarecer que o Aṣṭāṅga Yoga nada tem a ver com a prática, também conhecida pelo nome de Aṣṭāṅga, realizada em algumas escolas de Yoga hoje em dia, que, na verdade, é um método advindo do Hatha Yoga.

Vamos começar pelo começo e, sendo assim, não podemos deixar de citar o grande sábio Patañjali que, cuidadosamente, coordenou o pensamento yogui e explicou-o a seus alunos cerca de três séculos a.C. Ele foi o codificador do Yoga Clássico, tendo sido descrito por diversos autores e em diferentes épocas ao longo de vários séculos, tornando-se difícil precisar o momento correto de sua existência. Ninguém sabe detalhadamente quem foi o sábio Patañjali. Não existem dados históricos sobre ele, mas sabemos que ele existiu, pois além do Yoga SÅ«tra (texto composto de 196 aforismos) ele também nos deixou obras completas sobre Gramática e Ayurveda (medicina indiana). Como não se têm dados históricos sobre Patañjali, sua personalidade e descrição estão todas envoltas de lendas, mitos e símbolos, como é costume na Índia e em todos os povos antigos.

Patañjali não criou o yoga, já que este era praticado há milhares de anos, mas é o responsável pelo entendimento do yoga enquanto sistema filosófico. O sistema filosófico Yoga está descrito em seu texto básico: o Yoga SÅ«tra. Na segunda parte dessa obra, ele propôs um caminho para se alcançar a auto-realização: o Aṣṭāṅga Yoga. O Aṣṭāṅga Yoga, como diz o nome (aṣṭa=oito e aá¹…ga=partes de um corpo), compõe-se de oito partes e são códigos de condutas e disciplinas éticas que perpassam o desenvolvimento da prática de Hatha Yoga (o yoga físico das salas de aulas). É importante esclarecer que o Aṣṭāṅga Yoga nada tem a ver com a prática, também conhecida pelo nome de Aṣṭāṅga, realizada em algumas escolas de Yoga hoje em dia, que, na verdade, é um método advindo do Hatha Yoga.

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Abaixo, você pode conhecer esses oito passos para enriquecer, caso queira, a sua caminhada:

1)Yamas (disciplinas para a harmonização do homem com a sociedade):
Ahimsā ““ não violência
Satya ““ verdade
Asteya ““ não roubar
Brahmacārya ““ ir para Brahman (refletir)
Aparigraha ““ desapego

2) Nyamas (condutas para a organização da vida pessoal individual; o que se cultiva para si):
Åšauca ““ purificação em todos os sentidos
Santosa ““ contentamento (contentar-se com o que se tem)
Tapas ““ austeridade (desafiar-se na superação de algo que lhe seja um sacrifício)
Svādhyāya ““ estudo dedicado ao autoconhecimento
IÅ›varapraṇidhāna ““ manter a mente em IÅ›vara (a Divindade), buscando o encontro com o Todo

3) Ä€sana ““ postura (nesse caso, posição sentada, firme e confortável p/ meditar)

4) Prānāyāma ““ controle do prana (fluxo de energia vital do nosso corpo sutil)

5) Pratyāhāra ““ abstração dos sentidos, desligando-se do mundo exterior

6) Dhāraṇa ““ concentração, proteção da mente

7) Dhyāṅa – meditação

8) Samādhi ““ experiência de plenitude, em que se está completamente conectado

Namaste!

Glaucia Cantergiani (gcantergiani@dh.com.br)
www.espacokarana.com.br