Cálculo Renal: tudo o que você sempre quis saber

O que é?

Também conhecido como pedra no rim ou Urolitíase, o cálculo renal é uma pequena massa sólida que se forma no rim. A enfermidade é conhecidas por causar muita dor na eliminação via urina. A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein estima que a cada ano 150 mil pessoas sejam diagnosticadas com cálculo renal no Brasil.

Os números não param por aí. De acordo com a instituição filantrópica PRO Renal “Aproximadamente 25% dos pacientes hospitalizados são submetidos à cirurgia como parte do tratamento. Estima-se que 12% dos homens e 5% das mulheres terão sintomas de cálculos renais pelo menos uma vez durante suas vidas. Como são geralmente múltiplos e tem uma tendência a recorrerem após a passagem espontânea ou remoção cirúrgica, o tratamento efetivo depende da determinação da causa específica que levou à formação do cálculo”

O que contribui para  formação de um cálculo renal?

Trata-se de uma junção de fatores.

  • idade: mais comum a partir dos 40 anos.
  • sexo: é três vezes mais comum a ocorrência em homens do que em mulheres;
  • atividade: imobilização ou perda excessiva de líquidos através do suor;
  • clima mais comum: em climas quentes ou durante os meses de verão;
  • diminuição da ingestão de água, durante a noite, viagens ou secundário aos hábitos; distúrbios genéticos, tais como: gota, cistinúria, hiperoxaluria primária;
  • distúrbios metabólicos, tais como: problemas renais, endócrinos e intestinais que aumentam a quantidade de cálcio e oxalato no sangue e na urina;
  • dieta: alimentos que contém quantidades excessivas de oxalato e cálcio podem aumentar a tendência de formação em cálculos em pessoas suscetíveis;
  • uso incorreto de medicações;
  • infecção urinária e urina estagnada resultante de algum bloqueio do aparelho urinário pode promover a chance de cristais se agregarem e crescerem.

Pacientes idosos, portadores de doença cardiovascular e pacientes com história de doença renal em familiares têm grande potencial para desenvolver lesão renal e devem ser investigados com triagem de exames de urina e dosagem de creatinina no sangue.

Sintomas

Para diagnosticar verdadeiramente, apenas um Nefrologista, médico especialista no assunto. Contudo é comum uma pessoa com cálculo renal sentir uma intensa, geralmente na lateral do abdômen. Muitas vezes essa dor é acompanhada de fortes náuseas.

Há casos que a dor pode irradiar até o abdômen, costas, parte lateral do corpo ou testículos

Como são diagnosticados os cálculos?

O PRO Renal informa que 90% dos cálculos contêm cálcio, portanto, uma radiografia pode comumente identificar a sua presença. “Contraste pode ser injetado na veia para identificar o tamanho e a localização do cálculo, mas recentemente a ecografia ou ultrassonografia do aparelho urinário tem podido detectar a presença de cálculos nos rins de forma não-invasiva, ou seja, sem a necessidade de injetar um contraste na circulação sangüínea.”

Tratamento

O PRO Renal aponta que os cálculos variam em tamanho, composição e dissolubilidade. De acordo com formação deles é possível dissolvê-los com medicamentos ou não.

A maior parte pode ser tratada conservadoramente com a ingestão elevada de líquido, eliminação de excessos dietéticos e medicação. Noventa por cento dos cálculos saem do rim e passam ao ureter dentro de três a seis semanas. Os cálculos que não passam através do ureter podem ser removidos através de cateteres especiais ou através da desintegração com ultrassom. Em ambos os casos o médico coloca um aparelho na bexiga (cistoscópio) ou no ureter (ureteroscópio) para facilitar a remoção.

Quando precisam ser removidos por cirurgia existem várias alternativas. Um procedimento percutâneo pode ser feito no qual uma agulha é introduzida pelas costas até o rim e através desta, o médico passa um aparelho (nefroscópio) através do qual ele remove o cálculo ou pode fragmentá-lo e remover seus fragmentos. Se este procedimento for bem sucedido, a hospitalização é curta e o restabelecimento é mais rápido que uma cirurgia convencional.

Recentemente outro tratamento para cálculos renais foi introduzido, é a litotripsia extracorpórea.

Com este novo método, eles são “despedaçados” com ondas de choque que os pulveriza e o paciente elimina pequenos fragmentos. Esta técnica tem sido continuamente aperfeiçoada de forma que habitualmente não é mais necessária a anestesia e pode inclusive ser realizada em caráter ambulatorial, ou seja, os pacientes não necessitam de hospitalização.

É importante salientar que nem todos os cálculos são suscetíveis de serem fragmentados por este método e são tratados, sempre que possível, com técnicas não- cirúrgicas.

Como previnir doenças renais?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia cuidar da saúde global ajuda a proteger a saúde do rim. As práticas recomendadas incluem:

  • Praticar exercícios físicos regulares;
  • Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;
  • Controle de peso corporal;
  • Controle da pressão arterial;
  • Controle do colesterol e da glicose;
  • Não fumar;
  • Não abusar de bebida alcoólica;
  • Evitar o uso de anti-inflamatórios não hormonais;
  • Cuidar com quadros de desidratação;
  • Realizar, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins: dosagem de creatinina no sangue e análise de urina
  • Consultar regularmente seu clínico;
  • Não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica.