A Síndrome do Pânico

foto-sindrome-do-panico

O tema medo está na ordem do dia. Tal fato pode ser percebido na quantidade de informações veiculadas sobre o assunto na atualidade, em diversas matérias de jornais e revistas, que o abordam em suas várias dimensões. Neste cenário de medo, stress e pressão constante, tem sido grande o número de pessoas que batem à nossa porta com a tão famosa Síndrome do Pânico.

A Síndrome do Pânico é um quadro clínico em que ocorrem os chamados ataques de pânico inesperados e recorrentes. O indivíduo sente uma súbita sensação de intensa apreensão, medo ou terror, comumente associada a sentimentos de desastre iminente, dor no peito, palpitações, tremores, falta de ar, sudorese abundante, formigamentos, tontura, medo de enlouquecer ou de perder o controle, dentre outros sintomas que podem caracterizar a crise. Ao vivenciar uma 1ª crise, dirigindo ou em outro ambiente qualquer, a pessoa sente-se fragilizada e pode desenvolver o medo de que essas sensações desagradáveis se repitam. Desta forma evitam locais e/ou circunstâncias que crêem provocar novas crises, limitando-se cada vez mais.  Aos poucos o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de levar uma vida normal (deixando de dirigir, freqüentar locais cheios ou até mesmo sair de casa).

Geralmente as pessoas que apresentam este quadro, tendem a assumir uma carga excessiva de responsabilidades ao longo de sua vida, negligenciando, muitas vezes seus limites orgânicos (como cansaço excessivo, dores físicas, dificuldades respiratórias etc.) e psicológicos. Desta forma, com o passar do tempo, pode ser gerada uma fragilidade, que será percebida em momentos que demandam um esforço maior de adaptação. Logo, momentos de stress, como uma discussão ou um local cheio, podem funcionar como um disparador de algo que já se encontrava ali. A doença é como uma válvula de escape na tentativa de se adaptar ao ambiente na qual a pessoa está inserida. Se este ambiente é inadequado, o organismo tenta se adequar na tentativa de tolerar o que é vivido. Portanto, esta síndrome simboliza de forma orgânica e psicológica uma maneira do indivíduo se relacionar com o mundo.

Como superar o Transtorno de Pânico?  Compreendendo-se que a síndrome representa um desequilíbrio vivenciado pelo indivíduo, o tratamento mais indicado é o acompanhamento psicológico, através do qual a pessoa tem a possibilidade de observar e desenvolver uma nova forma de lidar com as situações propulsoras das crises.  Conforme o aprendizado é adquirido, o indivíduo consegue buscar novas estratégias de vida e naturalmente consegue superar o quadro. Em alguns casos específicos, observamos que conjuntamente com a psicoterapia, onde o sujeito aperfeiçoará seus recursos internos, poderá ser pertinente o uso da medicação (prescrita e acompanhada por um psiquiatra). Observamos que com a sua melhora, o indivíduo apresenta também transformações biopsicossociais, que influenciam positivamente a sua vida como um todo.

Por Ana Maya Szuchmacher

Psicóloga ““ CRP 05/33087

Consultórios: Barra da Tijuca, Tijuca e Copacabana.

Tels: (21) 2132.7397 / 2575.9809/ 8668.6388