Banda Playmobille

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Por: Patrícia Perusin

Conversamos um pouco com a Banda Playmobille, e o resultado dessa conversa você confere aqui. Perguntas respondidas por Rodrigo Lemmings.

Falem um pouco sobre cada um da banda, o que tocam, o que gostam de ouvir, e suas características mais fortes:

Gugu Peixoto tem 28 anos, é o vocalista, guitarrista e principal compositor. É uma pessoa extremamente criativa e carismática. Gosta muito de MPB, e em especial do Chico Buarque e do Caetano Veloso, mas ouve muita coisa de pop-rock também.

Bruno Dantas, de 27, é o baterista. Organizado, responsável, não se irrita e nem se incomoda com nada! Bruno adora bandas de pop-rock, como Raimundos, Foo Fighters e etc. Gabriel Mello tem 22 anos, é tecladista, canta muito bem e é o caçula da banda. Como todo caçula, é o mais inquieto e o que todo mundo pega no pé, mas nos divertimos muito com ele.

Gabriel talvez seja o mais eclético da banda, mas ele gosta muito de bossa nova, jazz e fusion.

Rafael “Batata” acabou de fazer 28 anos, e é guitarrista. Costumamos chamar o Batata de “vereador do rock”, porque ele se dá bem com todo mundo e faz amizade muito rápido. Batata gosta de muita coisa de pop-rock e MPB, mas adora heavy metal, principalmente o Iron Maiden.

Meu nome é Rodrigo, apelido “Lemmings”, tenho 28 anos e sou o baixista. Eu sou bem nerd… Passo um tempão na frente do PC lendo sobre quadrinhos, cinema e coisas inúteis. O pessoal da banda diz que eu sou meio teimoso e “do contra”. Gosto de pop-rock também, mas gosto muito mais das bandas clássicas de heavy metal.

Qual a origem do nome Playmobille?

Lemmings: O nome “Playmobille” surgiu na primeira vez que a galera que deu início ao projeto sentou para conversar. Eu nem sonhava em fazer parte da banda nesta época, e do quarteto original, apenas Bruno e Gugu permanecem na banda. Foi uma sugestão que apareceu ao acaso, sem nenhum motivo especial, mas cujo significado aprendemos com o tempo: “play”, traduzido para o português pode ser brincar, atuar, e “mobile”, obviamente, mobilidade, ou versatilidade, no nosso entendimento. Todo mundo que monta uma banda na verdade quer trabalhar brincando, se divertindo, e viajando por aí, conhecendo gente nova e lugares interessantes. Para nós, Playmobille sintetiza o quanto nos divertimos e brincamos com a música, e nosso desejo de estar na estrada tocando mundo afora.

Como e quando vocês começaram? Quem teve a idéia inicial para investir na carreira artística?

Lemmings: Todos nós sempre tivemos bandas, desde a adolescência. Em meados de 2005, depois que mais uma banda acabou, Gugu conheceu uma galera que o incentivou a levar a música a sério novamente, e então começou a procurar novos parceiros para essa empreitada. Bruno foi um dos primeiros a se engajar no projeto. Depois de idas e vindas, chegamos nessa formação, felizes e motivados para seguir adiante.

Quais as influências musicais da banda?

Lemmings: São as mais variadas possíveis. Gugu e Gabriel são extremamente ecléticos, mas têm uma predileção especial por MPB. Bruno curte pop-rock em geral, e Batata e eu curtimos pop-rock e heavy metal. Um gosto comum entre todos é o rock brazuca da década de 80 e, mais atualmente, Teatro Mágico e Maria Gadú.

O que mudou da época independente para agora?

Lemmings: Pouca coisa. A internet iniciou um processo de transformação da indústria musical, e esse processo está longe de ter um fim. Lógico que ter uma gravadora grande e respeitada como a Som Livre dá um respaldo para o seu trabalho, além de facilitar a distribuição dos CDs, mas acreditamos em trabalho duro e tentamos ajudar à gravadora enquanto ela nos ajuda. Temos uma parceria muito saudável com a gravadora.

E antes do Playmobille, vocês já eram amigos? Tinham outras bandas?

Lemmings: Toda banda começa com um grupo de amigos, mas nem sempre dá certo. No início, a Playmobille era um quarteto, e Bruno foi recrutado pelo Gugu através de um site na internet. Eles não se conheciam. Curiosamente, são os únicos que permanecem na banda até hoje. Amigos entraram e saíram da banda. Bruno me achou no mesmo site onde Gugu o achou, desconfiando que tivéssemos um amigo em comum e de fato nós temos. Batata chegou um tempo depois, recomendado por mim, que o conheço desde os tempos de escola. A entrada do Gabriel que foi mais inusitada… Um dia, fazendo uma participação para a gravação de uma novela, ele disse para todos os membros do então quarteto Playmobille que outro integrante tinha feito um convite para que ele entrasse na banda. O convite na verdade era para gravar os teclados para uma única música, mas depois de um ensaio a Playmobille então virou um quinteto e tem sido assim já há alguns anos.

Quando foi o lançamento do primeiro cd?

Lemmings: Não “foi”. Este continua sendo o nosso primeiro CD. Uma primeira tiragem dele saiu por um selo pequeno no finalzinho de 2008. Nessa época o disco já tinha “Linda Rosa” – que a Maria Gadú regravou depois, “A Próxima Vez” e a releitura da música do Chico Buarque “Jorge Maravilha”. Infelizmente não conseguimos realizar uma boa distribuição e divulgação do disco, e meses depois, por acasos, coincidências, um empurrãozinho da Maria Gadú e dos nossos empresários, começamos a conversar com a Som Livre, que nos propôs fazer o relançamento do disco, numa versão turbinada 2 músicas novas (“As Pontes e “Um dia se fez mudo”). O CD chegou às lojas no final de Janeiro e estamos muito felizes com as boas críticas que ele tem recebido.

Como é ter músicas na principal mídia, a TV Globo?

Lemmings: É bastante curioso. Demora um tempo para cair a ficha de que uma música que você gravou está tocando na novela das 8 e na Malhação. E ainda tem a linda versão de “Linda Rosa” que a Maria fez, e que está numa terceira novela… É um sonho que se torna realidade. E claro que isso ajuda MUITO na divulgação da banda. Sentimos-nos muito sortudos, principalmente porque aconteceu por acaso, por indicação de amigos queridos. Rafael Almeida e suas irmãs, Roberta Almeida e Tânia Mara, mostraram o nosso CD ao Jayme, que escolheu uma música para a trilha da novela. No caso da Malhação, foi a Carolinie Figueiredo que, depois de ver um show nosso, indicou ao Mário Bandarra e este escolheu mais uma música para compor a trilha. Somos muito gratos a todos eles.

Quais bandas são amigas de vocês e talvez o público não saiba?

Lemmings: Conhecemos muita gente, e muita gente boa. Taty Cirelli, Luis Kiari – co-autor de “Linda Rosa”, Luis Murá, Dani Black, Primadonna e Vitrola Dois são alguns dois muitos amigos que podemos citar, e que esperamos que em breve despontem como revelações da música nacional.

Vocês conquistam novos fãs a cada dia. O sucesso assusta ou é a realização de um sonho?

Lemmings: Acho que é um misto dos dois. Quando a gente começa, sonha em tocar ginásios lotados, sonha ver todo mundo cantando as músicas. Quando o sonho começa a virar realidade, tem momentos que você fica se perguntando se é verdade mesmo, e até onde isso pode ir… Ainda estamos descobrindo essas sensações, mas é emocionante demais para nós saber que as nossas músicas emocionam pessoas que estão longe do nosso convívio, e que nem conhecemos.

Qual é o segredo do sucesso?

Lemmings: Sucesso é uma coisa muito subjetiva. Para nós, sucesso é ter êxito em cada pequeno desafio que aparece, e a realização de cada sonho que temos. O primeiro sucesso foi conseguir dinheiro para gravar o disco. O seguinte foi ver que nossas músicas despertavam interesse das pessoas na internet. Distribuir o disco foi mais um sucesso, ter músicas escolhidas para trilhas de novelas foi outro sucesso… Não existe outro segredo senão manter-se focado, e se dedicar muito para que o seu trabalho dê frutos.

Qual letra do Playmobille é a mais significativa para vocês? Por quê?

Lemmings: Cada música é como um filho, e não dá para escolher um preferido. Dá para dizer que cada composição nova gera uma renovação da empolgação de manter a engrenagem criativa funcionando. Mas todos têm um carinho especial por “Caio por ti” e “Linda Rosa”, por refletirem bem a intersecção de todas as influências que dão forma ao nosso som.

Se um dia vocês pudessem regravar uma musica de outra banda… Qual seria ela? Qual a relação de vocês com essa banda?

Lemmings: Acho que posso citar O Teatro Mágico. Qual delas, não sei. São tantas, tão lindas, seria realmente difícil escolher apenas uma. Conhecemos o Fernando Anitelli, vocalista e compositor do Teatro Mágico, que é uma pessoa maravilhosa e admiramos demais a sua obra. Tivemos a oportunidade de abrir um show do Teatro Mágico em Viçosa/MG no ano passado, e foi uma experiência fantástica.

Como é o relacionamento dos integrantes da banda fora dela? Vocês têm uma convivência freqüente?

Lemmings: Temos um relacionamento excelente. Claro que de vez em quando rola algum conflito, mas não dura muito. Não convivemos tanto quanto gostaríamos porque não moramos tão próximos e levarmos estilos de vida bastante diferentes, mas procuramos nos encontrar sempre que é possível, além das ocasiões profissionais.

Quais são os planos da banda?

Lemmings: O plano da banda, no momento, é levar o nosso show a maior quantidade possível de cidades. No ano passado viajamos um pouco, tocamos em Minas Gerais, Paraná, São Paulo, e foram experiências maravilhosas. Neste ano, queremos expandir nossas fronteiras e tocar desde o Sul até o Norte. Se der tempo, talvez trabalhar no segundo CD.

Deixem um recado para os fãs de vocês.

Lemmings: Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a todo mundo que tem acompanhado a banda até o momento. Cada um que ouve nossas músicas, que recomenda para os amigos e canta conosco nos shows é um pouco responsável pelo que temos conquistado, e esperamos retribuir esse carinho tudo com boa música. Mais uma vez, muito obrigado!

Foto: Luringa

A Banda Playmobille estará hoje (10.03) nos palcos da Boate Nuth da Barra, com participação de Maria Gadú. Enviando nomes para listaamiga@playmobille.com.br, homens pagam R$ 10 de entrada, e mulheres não pagam nada. Durante a noite, estará a venda o cd da banda, com preço promocional.