LIMITE ““ A Difícil Arte de Educar

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Cada vez mais tem se tornado comum receber no consultório pais inseguros, angustiados e desorientados em relação à educação de seus filhos. Muitas vezes chegam a mim por intermédio da escola, devido a problemas de comportamento, relacionamento ou aprendizagem de seus filhos. Em minha experiência clínica, a máxima “cada caso é um caso” será sempre verdadeira; mas tenho notado um fator importante em comum: a enorme dificuldade dos pais em impor limites a essas crianças.

A dinâmica familiar de hoje não é a mesma de anos atrás. As exigências e as expectativas aumentaram, a distribuição de tarefas entre homem, mulher e filhos sofreu grandes mudanças, porém o mais importante e que deveria se manter inalterado é: a educação dos filhos ainda é responsabilidade exclusiva dos pais. A tarefa de educar, que considero um grande ato de amor/afeto, não deve ser delegada à escola, às babás ou aos avós; estes são coadjuvantes neste cenário, têm sua importância, mas não são o alicerce de que as crianças precisam para crescerem sadias e equilibradas emocionalmente.

Muitos pais se sentem culpados por não terem tempo suficiente para estarem com seus filhos, e diante disso, acreditam que precisam ceder a todas as vontades das crianças. O som do “NÃO” nem é mais cogitado, e as crianças crescem acreditando que podem tudo, tornam-se adultos com enormes dificuldades de se socializar, em lidar com as frustrações da vida. É muito mais importante a qualidade do que a quantidade de tempo disponível aos filhos. Os pais não precisam sentir culpa por terem e gostarem de trabalhar, mas também precisam encontrar uma forma equilibrada para distribuir o tempo entre suas funções de trabalho e suas responsabilidades como pais que são; e educar não é tarefa fácil, requer paciência, firmeza e muito amor.

Toda criança precisa de estrutura e segurança para crescer de forma saudável. Aos pais cabe o papel de transmitir tudo isso, além dos valores, das regras, do respeito ao próximo. Isso é vital para que a criança cresça com autoconfiança e auto-estima, e se torne um adulto capaz de tomar suas próprias decisões, enfrentar adversidades e ser flexível diante das mudanças.

Não busque a perfeição, pois não existem pais perfeitos e nem filhos perfeitos. No processo do educar haverá sempre espaço para erros e acertos, e o mais importante disso tudo é a troca, é a confiança mútua. Pais e filhos sempre estarão em constante aprendizado, em constantes descobertas.

Por Danielle Bastos
Psicóloga Clínica ““ CRP 05/34653
Consultório: (21) 2132 7397 – 9114 1173

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