Calor na Barra está acima das médias históricas; atenção à qualidade do mar

Calor tem levado milhares às praias da região. Fique atento a qualidade do mar / Foto: Divulgação

“Tá calor, né?” O assunto é unanimidade na Barra da Tijuca. Dos elevadores e até mesmo nos ônibus da região todos vem enfrentando temperaturas elevadíssimas.

O calor intenso surpreende até os aplicativos de indicação do tempo.

Segundo a empresa especializada na medição de temperaturas AccuWheater o verão na Barra da Tijuca registrou temperaturas acima da média histórica em quase todos os dias de dezembro.

Fonte: AccuWheater

Em janeiro não é diferente As temperaturas vem sendo mais elevadas até mesmo nas mínimas históricas registradas, com boa parte dos dias se aproximando ou até mesmo ultrapassando a casa dos 30º.

Um resultado previsto pelo prognóstico para o Verão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Desde dezembro de 2018 os técnicos alertam não só para a as temperaturas elevadas, mas também a falta de chuvas regulares no Rio.

De modo geral, o modelo climático do INMET indica que as temperaturas devem variar de normal a acima da normal durante o verão na região Sudeste. Haja água gelada, filtro solar e ar condicionado!

Aproveite o melhor das praias da Barra e Recreio

Com o calor em alta, muitas pessoas correm para as praias da região para se aliviar as altas temperaturas e renovar o bronzeado.

Mas, além dos tradicionais cuidados com a pele, é preciso ficar atento com a qualidade da água do mar.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) produz uma série histórica da análise da água de todas as praias do estado e a equipe do Barra da Tijuca.com.br percebeu que há dois locais da Barra que requerem atenção não só da população, mas também do poder público.

As áreas “em frente ao 2º GBM (Bombeiros)” e o “Quebra-Mar – Em frente à Rua Sargento João de Faria” estiveram, em grande parte do ano passado em condições impróprias para banho.

Mas você sabe o que realmente isso significa? Claudio Dutra, o novo presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) explica.

“Os resultados obtidos são comparados com a Resolução CONAMA 274/2000, onde são verificados os níveis de bactérias de origem fecal (coliformes fecais ou enterococos) nessas amostras coletadas de água. Uma praia é considerada imprópria para banho quando dois ou mais resultados dos cinco últimos encontram-se acima de 1000NMP/100mL de coliformes ou 100NMP/100mL de enterococos; ou quando o último resultado apresenta-se acima de 2500NMP/100mL de coliformes ou 400 NMP/100mL de enterococos (NMP é uma unidade de medida e significa Número Mais Provável).”, afirma.

Dutra também aponta que os trechos citados tem influência do deságue do Canal da Joatinga, o que fatalmente  prejudica a qualidade da água da praia nessas regiões.

“Quando a maré está vazando, com isso, as águas do complexo lagunar de Jacarepaguá fluem para o mar por meio deste canal, interferindo assim na qualidade da água da praia. O Inea realiza monitoramento sistemático da Praia da Barra, por meio de coletas e vistorias”, responde.

O presidente do instituto estadual também complementa que outros fatores afetam a chamada “balneabilidade de uma praia” ou seja, a  boa e velha qualidade da água e do meio ambiente.

Segundo Dutra são eles: “a localização geográfica da praia (praias no interior de baías e praias oceânicas), a pluviosidade (incidência de chuvas), o extravasamento de galerias pluviais e a proximidade com o deságue de rios e canais”.

Mas nem tudo são problemas na região. As praias do Recreio e demais áreas da Barra, por exemplo, apresentaram excelentes resultados em boa parte do ano de 2018.

O presidente do Inea dá a região como exemplo, por não possui fatores de influência citados anteriormente, o que automaticamente melhora a qualidade da água.

“Sobre o monitoramento da água das praias, o Inea realiza duas vezes por semana, para fins de balneabilidade, em três pontos de coleta na Praia do Recreio”, conclui.