A violência doméstica ““ como enfrentar essa situação?

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A violência doméstica

A violência doméstica

A violência doméstica – O assunto violência ultimamente está em pauta, seja nos jornais, nas universidades, nas conversas informais… Fala-se em violência nas ruas, nas escolas, na televisão, na Internet, etc. Entretanto, um dos contextos nos quais a violência ocorre em números alarmantes é aquele em que menos se espera, dentro de casa. Isso porque uma das principais dificuldades que envolvem este assunto ainda é o enfrentamento à situação de violência a partir dos próprios envolvidos nesta. A dificuldade em buscar ajuda profissional, seja legal, médica ou psicológica, pode ser entendida de diversas formas, uma vez que são muitos os fatores que fazem com que a mulher vítima de violência doméstica perpetue esta situação de sofrimento físico e psíquico intensos.

Um desses fatores é a existência de preconceito na sociedade de modo geral e até mesmo de profissionais supostamente capacitados para lidar com esse tipo de situação. A noção equivocada de que a mulher permite ou até mesmo colabora para que a violência se dê ““ quem nunca ouviu a frase “mulher de malandro gosta de apanhar”? ““ dá ensejo para que o preconceito contra essas mulheres se instaure. Como conseqüência, envergonhadas, elas evitam falar publicamente sobre essa situação.

Por outro lado, fica muito claro também a dificuldade de desligar-se amorosamente do parceiro. Segundo relatos de vítimas de violência doméstica, os sentimentos de saudosismo e esperança são recorrentes. Muitas vezes, são esses sentimentos que dificultam decidirem-se pela separação, por fazer uma denúncia, por buscar ajuda profissional, etc, pois o parceiro “nem sempre foi assim” ou “não é assim o tempo todo”… Contando com a possibilidade de um futuro melhor, adiam tomar uma decisão que venha a romper tais vínculos.

Ademais, as questões financeiras acabam por interferir nesse processo, uma vez que muitas dessas mulheres são financeiramente dependentes do marido e não têm onde morar nem como sustentar a si ou aos filhos. O receio de uma disputa legal pela guarda destes, o que mais uma vez traz custos financeiros, muitas vezes também colabora para a manutenção dessa relação.

Apesar do enfrentamento à violência doméstica ser extremamente difícil, ele pode se dar de diversas formas. Certamente a busca de meios legais para tal é indicada, até mesmo para que outras mulheres se beneficiem de conquistas nesse sentido ““ como foi o caso da farmacêutica Maria da Penha, que deu ensejo à criação da Lei 11.340. Em muitos desses casos, o agressor, que de outro modo dificilmente buscaria ajuda psicológica, e provavelmente reproduziria a violência com outras parceiras, tem a possibilidade de efetivar um tratamento psicológico, se assim desejar.

Existem aquelas mulheres, entretanto, que não se sentem capazes ou não desejam esse tipo de exposição, até mesmo porque muitas vezes a atuação da Justiça deixa a desejar; em qualquer dos casos, é fundamental buscar ajuda psicológica, para que profissionais devidamente preparados possam auxiliá-las a buscar a sua forma pessoal de superar esse problema, desligando-se, assim, de uma situação de sofrimento psíquico intenso.

Por Mariana Lyra
Psicóloga Clínica ““ CRP 05/34320
Consultório: (21) 2132 7397 –  8189 9732

Serviços de Referência:

– Serviços telefônicos de denúncia e orientação:

Disque 180;  Disque Mulher (Tel: 2299 2121) e SOS Mulher (Tel: 0800 2829 119).

– Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM): Oferece atendimento psicológico, social e jurídico às vítimas de violência doméstica e sexual.

End: Rua Regente Feijó, 15 ““ Centro.  Tel: 2299 2125/2299 2122

– Rio Mulher: Oferece os serviços de casa-abrigo, plantão psicológico e pólo avançado de atendimento às vitimas de violência doméstica.

End: Rua Benedito Hipólito, 125, Praça Onze ““ Centro. Tel: 2232 1087/2222 0861

– Delegacia de Atendimento a Mulher (DEAM): Especializada no atendimento à mulher vítima de violência doméstica e sexual.

End: Rua Visconde do Rio Branco, 12, Praça Tiradentes ““ Centro.

Tel: 3399 3370 / 3399 3377


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