Equilíbrio Emocional – Ganhamos quando não o perdemos

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Derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo 2010. Adiamos o hexacampeonato. Tristeza e revolta nacional. De quem é a culpa? Dunga? Felipe Melo? Será que há apenas um culpado? O que aconteceu no jogo Brasil x Holanda? Essa é a pergunta que paira na cabeça de milhões de brasileiros frustrados com a perda. Cada qual com sua teoria tentando justificar o ocorrido, todos se tornam técnicos de futebol. O fato é: por tratar-se de um jogo, quando um ganha, o outro perde, faz parte da competição. Dessa vez, nossa seleção perdeu.

Como não sou exatamente fã de futebol (acompanho apenas a Copa do Mundo) e tampouco entendo de escalação, posições e funções de jogadores, não quero e nem teria condições de dissertar aqui sobre quais seriam as melhores estratégias para o tão esperado título para o Brasil. No entanto, acho oportuno falar sobre como o aspecto emocional influencia no desempenho de atletas em competições. Como é importante estar emocionalmente equilibrado para se atingir a tão desejada vitória, seja ela num jogo ou mesmo no cotidiano, quando traçamos nossas metas de vida.

Como o desequilíbrio psicológico pode atrapalhar nossos objetivos? Acredito que isto tenha ficado muito claro na última partida da seleção brasileira na Copa. Todos nós vimos, de início, um time pronto para vencer, motivado, mas que no primeiro sinal de dificuldade perdeu toda sua estabilidade, mostrando-se perdido em campo e afastando-se cada vez mais da possibilidade de vitória. O quanto colocamos a perder em nossas vidas quando não conseguimos superar obstáculos e nos desesperamos diante deles?

A todo momento enfrentamos adversidades, situações não previstas que nos exigem certo grau de equilíbrio e amadurecimento emocional. Um indivíduo equilibrado é aquele que diante dos problemas e imprevistos, consegue encontrar soluções coerentes, de forma que isto não gere angústia, ansiedade e sofrimento em níveis muito elevados.

Não é tarefa fácil chegar a este ponto, porém também não é impossível. Não precisamos (e nem devemos) ser “Felipe Melo” e pôr tudo a perder. É bem verdade, a Copa do Mundo é só uma competição. Foi apenas um jogo. No entanto, seja no esporte ou nos diversos aspectos da vida, fatores comportamentais, motivacionais, emocionais e psicológicos podem ser decisivos. Cabe ao indivíduo buscar recursos internos para manter-se equilibrado diante de tudo que estamos sujeitos, pelo simples fato de, na maioria das vezes, não podermos controlar o ambiente que nos cerca e os acontecimentos que independem de nossas escolhas e decisões.

Por Fernanda Bastos

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