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Dialogando sobre sexo – Pais x Filhos

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Somos seres sexualizados e trazemos isto desde a infância. Passamos por estágios de aprimoramento para chegarmos à idade adulta com uma maturidade sexual e emocional. Para chegarmos a esta maturidade precisamos construir nosso papel e identidade sexual. E é na infância que este processo se inicia e vai se desenvolvendo ao longo da vida. Os jogos sexuais, brincadeiras e curiosidades são indispensáveis para a formação do eu sexual.

A criança se inicia sexualmente pela busca de prazer em seu corpo, passando pela curiosidade do corpo alheio, para então chegar à busca do prazer pelo corpo do outro junto ao seu já na adolescência. É necessária a vivência destes jogos e descobertas para que a sua sexualidade vá se constituindo de forma satisfatória, e não estratificada de dúvidas quanto ao corpo, falta de prazer e repressões.

Masters e Johnson (1998) relatam que “Quando as crianças são apanhadas em brincadeiras sexuais, seja sozinhas ou com outras, a reação negativa dos pais pode ao mesmo tempo ser difícil de compreender, mas fácil de perceber. Do ponto de vista da criança, brincadeira é brincadeira, mas para os pais que descobrem a criança se masturbando ou envolvida em brincadeiras sexuais com outras, a palavra SEXO, em letras garrafais invade a cena”. A idéia de que estão fazendo algo feio e errado pode ser introjetada pela criança, ultrapassando essa caracterização pela vida adulta, e assim, acarretando em conflitos de ordem sexual. Na nossa sociedade ainda encaramos sexo e sexualidade como tabus, algo a ser escondido e temido, pouco verbalizado.

Na criança, a principal fonte de intervenções e influências é a família. Esta, com suas crenças – cultura familiar já existente – atuará diretamente na construção de normas e valores para os novos membros que vão surgindo na família. Ou seja, os pais educarão seus filhos com influência na sua própria educação, experiências e aprendizado. Se a sexualidade para os pais não foi apreendida com naturalidade e erradicação de mitos, os filhos provavelmente herdarão uma sexualidade confusa e perseguida por fantasias.

As pessoas mais próximas às crianças deverão respondê-las sobre questionamentos no que concerne ao sexo e sexualidade de forma direta e clara, com o propósito de esclarecer as dúvidas. Este momento de diálogo propiciará confiança, fortalecimento do vínculo, e diminuição da ansiedade ““ as crianças fantasiam para dar conta de algo não explicitado, não compreensível, ou doloroso de entender. O diálogo sempre será o melhor método para a obtenção de uma sexualidade saudável, e assim um crescimento também saudável.

É importante que dentro da família haja um espaço para formulação de novos conceitos e esclarecimentos. Pais que não refletem sobre sexo devido às suas antigas influências passarão aos filhos essa defasagem caso não se atualizem.

A criança é mostrada como aquela que não sabe e, sobretudo, como aquela que não tem direito a saber. Os adultos reservam a posição de poder e saber frente às crianças, permanecendo prisioneiros do seu saber; não renovam seus conhecimentos, e às vezes resistem à mudança. Caso os pais não tenham um conhecimento mais elaborado sobre sexo, eles podem buscar oportunidades de pesquisar, se informar, para assim, transmitirem com segurança aos seus filhos novas informações corretas ““ temos que desmistificar a idéia de que criança não tem direito ao saber.

Uma educação sexual adequada, envolvida de diálogo, respeitando as fases de descobrimento do corpo e da sexualidade infantil, criará um ambiente interno infantil mais seguro, com menos informações difusas, influências externas negativas e estereotipias comportamentais de feminino e masculino quanto ao sexo. Vamos cuidar da saúde sexual nos nossos futuros adultos!

Por: Christine Gribel
Psicóloga e Terapeuta Sexual ““ CRP 05/ 28328
Consultório Barra da Tijuca: (21) 2132 7397 ““ (21) 9224 1433
Email: chgribel@uol.com.br

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