Sociedade reúne mais de mil dermatologistas na Barra

O vice-presidente da SBD Sergio Palma | Foto: Divulgação/Laura Jeunon

A pele, os cabelos e as unhas são protagonistas de um evento internacional que ocorre até sábado (5) nos belíssimos salões do Hotel Windsor Barra, na orla da Barra da Tijuca.

É a segunda edição do Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a entidade máxima do assunto no país.

O simpósio contará com a presença de palestrantes dos Estados Unidos, Itália e da Alemanha, além de reunir mais de 1.000 médicos dermatologistas do Brasil.

– Hoje a dermatologia brasileira é um celeiro de grandes pesquisadores e estudiosos. E é isso que nos diferencia e atrai (especialistas), pois nós temos realmente o que mostrar, são aulas com conteúdo, baseadas em publicações científicas não só do mundo todo, mas também no Brasil. A preocupação com o ensino e o estudo (dos médicos) é um pilar da Sociedade – afirma Sérgio Palma, vice-presidente da SBD.

Atenção aos supostos “especialistas”

A instituição enxerga que a capacitação dos médicos é parte da responsabilidade da SBD. Sergio Palma explica que a Sociedade deseja formar profissionais “integrais” e ainda mais atuantes. Um modo que eles encontraram para reduzir problemas no atendimento aos pacientes dermatológicos.

De acordo com o médico os consultórios particulares e públicos tem recebido inúmeros casos de complicações estéticas. O motivo é uma “invasão” de pessoas não-especializadas em procedimentos dermatológicos muito específicos.

– Existem muitos cursos de pós-graduação credenciadas pelo MEC, mas que eles não são para fins de formação de especialidades. Eles são apenas “cursos com capacitação pedagógica”, cursos pequenos, de 300 horas, de fim de semana, cursos à distância e tem chancela do MEC, só que isso não dá o direito a você (no caso o médico) se chancelar como especialista – alerta.

Estética e impulso não combinam

Outra situação que gera apreensão na Sociedade Brasileira de Dermatologia é a difusão indiscriminada de informações nas redes sociais. Sergio Palma classifica como arriscado optar por tratamentos baratos e “da moda”, sem cuidado ou preocupação com a procedência e o histórico da clínica ou do profissional.

Para combater esse tipo de problema, Palma precisa reforçar o óbvio. É preciso conferir se o local respeita as regras de fiscalização da Vigilância Sanitária e o Conselho Federal de Medicina.

– Infelizmente muitas pessoas vão no impulso, querem fazer e se empolgam pelo preço. É preciso entender que não existe fórmula mágica. Tudo envolve custo, e principalmente bons aparelhos e bons produtos que são legalizados e seguem toda a carga tributária. A gente vê muita gente usando um produto que não segue a linha de importação legal e é preciso desconfiar de produtos baratos demais. Não tem como! – aponta.

A solução é verificar a procedência. A SBD pede para que as pessoas consultem sites como o http://www.sbd.org.br/buscar-associados/ e dos Conselhos Regionais de Medicina para conferir quem são os especialistas mais indicados para o tratamento. A sua saúde agradece.

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