Sombras – A Nossa Tristeza é Uma Imensa Alegria

Sombras –  A Nossa Tristeza é Uma
Imensa Alegria”, em cartaz de  3 a 5 de julho, na Cidade das Artes.

‘_SOMBRAS – A NOSSA TRISTEZA É UMA IMENSA ALEGRIA’_

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Pode ser definido como um grande tributo a Portugal e, consequentemente, à Língua Portuguesa. Dirigido por Ricardo Pais – um dos mais importantes encenadores do país em atividade – o espetáculo estreou em 2010 e cumpriu diversas temporadas de sucesso em terras lusitanas, antes de ganhar o mundo e ser aplaudido em espaços como o Théâtre de La Ville (França) e o Festival Tchékhov (Rússia). Entre 3 e 5 de julho, a montagem será apresentada pela primeira vez no Rio de Janeiro, em três sessões especiais na Cidade das Artes. Em cena, o inconsciente mítico e a história do povo português estarão presentes por meio de textos, números de dança, vídeos e fado.

Com mais de 50 montagens no currículo, Ricardo Pais repensa teatralmente, em ‘Sombras’, as imagens reais ou inventadas em torno da nação portuguesa ao longo do tempo. Em uma celebração apaixonada, homenageia o fado e relembra autores clássicos da literatura portuguesa, como António Ferreira, Almeida Garrett, Alexandre O’Neill, Fernando Pessoa, fortes influências em sua carreira teatral.

“’Sombras’ deve muito aos textos, alguns deles seminais da literatura dramática portuguesa, e por aí se parece com Teatro. No
fundo, ele não faz mais do que fechar um percurso muito peculiar à volta das hipóteses de encenação do Fado. Fado que estabelece, afinal, o _mood_ de ‘Sombras’ e se constitui no seu próprio tema. Nessa condição, e por isso mesmo, o Fado é o infinito mistério desta experiência”, resume Ricardo Pais.

É por meio dessas referências que o diretor faz uso da palavra para criar sonoridades poéticas que remetem a estados de espírito e sentimentos, alternando a dança e o canto. A intensidade do Fado já apareceu em outros trabalhos do diretor, como _Raízes Rurais, Paixões Urbanas_ (1997) e _Cabelo Branco é Saudade_ (2005).

‘Sombras’ tem produção do Teatro Nacional São João (TNSJ), do Porto, e a equipe é composta pelos cineastas italianos Fabio Iaquone e Luca Attilii, responsáveis pelos vídeos e projeções em cena, o compositor Mário Laginha e o coreógrafo Paulo Ribeiro. No palco, os músicos MIGUEL LAGINHA, CARLOS PIÇARRA ALVES, MÁRIO FRANCO, MIGUEL AMARAL e PAULO FARIA DE CARVALHO acompanham os fadistas JOSÉ MANUEL BARRETO e RAQUEL TAVARES, os atoresEMÍLIA SILVESTRE, PEDRO ALMENDRA e PEDRO FRIAS e os bailarinos CARLA RIBEIRO, MÁRIO FRANCO e ROMULUS
NEAGU.

A apresentação do espetáculo na Cidade das Artes é um novo capítulo do romance histórico que o TNSJ tem escrito com o Brasil desde ‘Madame’, com Eunice Muñoz e Eva Wilma, dirigido por Pais, em 2000. No centro desta obra aberta, está a apaixonante aventura da Língua Portuguesa e seus acentos.

“O espetáculo é o último capitulo desta descida aos abismos do modo de ser português, que nas mãos de qualquer outra pessoa podia ser só uma operação demolidora, mas que nas mãos de Ricardo Pais também tem um efeito regenerador. […] E um dos espetáculos mais complexos de Ricardo Pais – um prodígio de engenharia teatral” (INÊS NADAIS – JORNAL PÚBLICO)

“Ninguém estaria em condições de imaginar a qualidade e a dimensão do passo passível de ser dado por Ricardo Pais após a criação de um espetáculo tão poderoso como Turismo Infinito. Ninguém estaria preparado para antecipar um regresso tão ancorado na alma lusa e, ao mesmo tempo, tão distanciado no olhar irônico e sutil com que encena esta insistência em construir um discurso sobre o modo como nos subjugamos ao destino”. (VALDEMAR CRUZ – JORNAL EXPRESSO)

“Uma grande viagem artística com a criatividade de Ricardo Pais. Brilhante elenco e sofisticado trabalho multimídia” (JEFFERSON DEL RIOS – O ESTADO DE S. PAULO)

RICARDO PAIS

Nascido em 1945, Ricardo Pais foi Diretor do Teatro Nacional São João entre 1996 e 2009, com um intervalo de dois anos. Do seu percurso de encenador, iniciado em Londres em 1972, fez parte de mais de 50 espetáculos teatrais e criações cênicas. De maneira natural, acabou por se ocupar da mais alta literatura em língua portuguesa, influenciado por autores, como Fernando Pessoa, Padre António Vieira, Almeida Garrett, António Ferreira e Gil Vicente. A palavra, a língua e a literatura tornaram-se, aliás, o eixo ético de toda a sua ação, tanto como encenador quanto como Diretor do TNSJ. Prefere ser visto como “encenador de música”, tendo nela encontrado uma fabulosa capacidade de libertação de imaginários cênicos. Esteve à frente da
direção de RAÍZES RURAIS. PAIXÕES URBANAS (1998), um retrato melódico de Portugal encomendado pela Cité de la Musique, com direção musical de Mário Laginha e de CABELO BRANCO É SAUDADE (2005), onde recuperou o fado tal como era cantado antes de se ter tornado espetáculo.

TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO

Adquirido o edifício pelo Estado em 1992, o Teatro Nacional São João conheceu um processo de recuperação que se prolongou até 1995 e tem, desde então, procurado afirmar um modelo orgânico que privilegia o desenvolvimento de um projeto artístico singular, condições de excelência para o exercício da criação teatral, uma relação de parceria curiosa e exigente com os universos teatrais português e europeu, bem como uma especial vocação para a comunicabilidade dos espectáculos. Especialmente relevante tem sido o projeto de internacionalização, alicerçado na organização das várias edições do festival PoNTI e do showcase Portogofone, na integração na União dos Teatros da Europa, na realização de um ambicioso programa como o Odisseia, na digressão das criações próprias e no acolhimento de espetáculos estrangeiros. O TNSJ integra ainda o Teatro Carlos Alberto, um espaço privilegiado de colaboração com companhias da cidade e um ponto de circulação fundamental para boa parte da criação portuguesa contemporânea, bem como o Mosteiro de São Bento da Vitória, monumento nacional do século XVII, onde se realizam espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais da programação do TNSJ. Encenador, cenógrafo, figurinista e pintor, Nuno Carinhas assegura, desde 2008, a Direção Artística do TNSJ.

FICHA TÉCNICA

Vídeos: Fabio Iaquone, Luca Attilii

Música original e direção musical: Mário Laginha

Coreografias: Paulo Ribeiro

Cenografia: Nuno Lacerda Lopes

Figurinos: Bernardo Monteiro

Iluminação: Rui Simão

Engenheiro de som: Francisco Leal

Preparação vocal e elocução: João Henriques

Consultor musical (fados): Diogo Clemente

Diretor e roteirista: Ricardo Pais

Assistência de direção: Manuel Tur

Elenco: José Manuel Barreto, Raquel Tavares (fadistas); Emília Silvestre, Pedro Almendra, Pedro Frias (atores); Carla Ribeiro, Mário Franco, Romulus Neagu (bailarinos); Mário Laginha (piano), Carlos Piçarra Alves (clarinete), Mário Franco (contrabaixo), Miguel Amaral (guitarra portuguesa), Paulo Faria de Carvalho (viola); Albano Jerónimo, António Durães, João Reis e Teresa Madruga* (participação especial em vídeo).

Produção: TNSJ

Co-produção: Centro Cultural Vila Flor, Teatro Viriato, São Luiz
Teatro Municipal

Colaboração: OPART

SERVIÇO

DURAÇÃO: 145min

03/07 ÀS 21H

04/07 ÀS 21H

05/07 ÀS 18H

LOCAL: Cidade das Artes – Grande Sala

END: Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca – RJ

INFORMAÇÕES E VENDA DE INGRESSOS:21 4003-1212 /

www.ingressorapido.com.br

PREÇOS:

Platéia: R$ 120,00

Frisas/Camarotes: R$ 60,00

MEIA ENTRADA: Estudantes, Menor de 21 anos e Maiores de 60 anos PNE.

BILHETERIA: de terça a sexta, das 13h às 21h. Sábado e domingo, das 12h às 20h (em dias de espetáculo a bilheteria ficará aberta até meia hora após o início da apresentação).

Dinheiro ou cartões de crédito e débito Visa, Credicard, Mastercard e Diners.

Não aceita cheques.

CAPACIDADE: 1250 lugares

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre

Como chegar de ônibus – Desembarque no Terminal Alvorada e passe pela
passagem subterrânea que sairá dentro da Cidade das Artes.

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA/ FACTORIA COMUNICAÇÃO

Vanessa Cardoso – vanessa@factoriacomunicacao.com

Christiana Rocha Miranda – christiana@factoriacomunicacao.com

Ricardo Oliveira – ricardo@factoriacomunicacao.com

Tel: 21. 2249.1598 / 2259.0408