Cidade das Artes recebe o espetáculo francês Tragédie

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CIDADE DAS ARTES RECEBE ESPETÁCULO POLÊMICO

E ELOGIADO DO COREÓGRAFO FRANCÊS OLIVIER DUBOIS

 “Tragédie” traz 18 bailarinos nus, do começo ao fim da montagem,

em apresentação única no Rio de Janeiro, dia 12 de setembro

Sob direção do coreógrafo Olivier Dubois, 18 bailarinos – nove homens e nove mulheres – são expostos à nudez do início ao fim do espetáculo “Tragédie”, em apresentação única no dia 12 de setembro, na Cidade das Artes. A montagem, que teve sua estreia em 2012, no Festival d’Avignon, em Cloître des Carmes, vem sacudindo a cena de dança contemporânea internacional, por conta de sua linguagem ousada. Inspirada no livro “O Nascimento da Tragédia”, de Friedrich Nietzsche, no qual o autor exalta a libertação transcendente da dança, a peça aborda temas como resistência e rebeldia.

Nas palavras da crítica Rosita Boisseau, do jornal Le Monde, as obras de Olivier são “provocantes e ambiciosas, pela forma e conteúdo”. “Tragédie” é a última parte da trilogia “Étude critique pour un trompe l’oeil” (na tradução literal, “Estudo crítico para uma ilusão de ótica”), iniciada em 2009 com “Révolution” e seguida por “Rouge”, estrelada pelo próprio coreógrafo, em 2011, em apresentação solo.

Olivier Dubois submete os corpos despidos à repetição implacável de um mecanismo que lentamente deixa corroer o que deles se vê, até que provoca uma liberação explosiva. Esta poderosa e arrasadora “tragédia” produz no público uma catarse coletiva. A peça apresenta um momento arcaico, em que não se consegue mais distinguir corpos individuais, emergindo à superfície, de massas em movimento. O coreógrafo apresenta um mergulho numa “sensação do mundo”, em que a humanidade é mais do que o simples fato de ser um homem ou uma mulher. É neste panorama que reside a tragédia existencial.

Expostos e vulneráveis na sua nudez, o elenco apresenta um verdadeiro estado do corpo humano, uma manifestação desprovida de angústias históricas, sociológicas e psicológicas, que em última análise abre o caminho para um coro que canta os louvores do corpo glorioso. Os bailarinos constroem um constante vaivém, cena a cena, antes de martelar o chão e assim transformar o passo básico humano numa expressão fundamental da vontade deles. Como na sua obra anterior, “Revolution”, Olivier Dubois criou novamente com “Tragédie” uma peça obsessiva e realmente hipnótica, um movimento de fluxo e refluxo, no qual homem e mulher se misturam apenas para separar a fricção da sua fusão, criando um choque de discórdia. Uma fenda se abre, revelando neste tumulto telúrico, a transcendência preciosa de uma comunidade humana.

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OLIVIER DUBOIS

“Divertido, enigmático e surpreendente são os adjetivos descritivos que fazem alguém seguir o caminho dinâmico deste singular bailarino e coreógrafo. Tome nota do seu nome – Olivier Dubois” (Télérama Sortir, Paris, França)

Diretor da companhia Ballet du Nord desde 2014, Olivier Dubois foi eleito um dos 25 melhores bailarinos do mundo pela revista “Dance Europe”, em 2011. Com uma metodologia que abrange coreografia, desempenho e ensino, Dubois criou seu primeiro solo, “Under Cover”, em 1999. Nascido em 1972, atuou em inúmeras peças de diversos coreógrafos e diretores aclamados, como Laura Simi, Karine Saporta, Angelin Preljocaj, Charles Cré-Ange, Cirque du Soleil, Jan Fabre, Dominique Boivin, e Sasha Waltz.

Dubois é um artista que está constantemente em busca de ampliar seus horizontes. Desde 2005, o coreógrafo criou um fluxo constante de peças originais de sucesso.

Em janeiro de 2009 ele montou uma produção de “La Périchole”, de Offenbach, para a Ópera de Lille, dirigida por Bérangère Jannelle.

 Neste mesmo ano, ele inagurou à trilogia “Étude crítica pour un trompe l’oeil”. Primeiro veio “Révolution”, que estreou no Ménagerie de Verre em Paris, e, dois anos depois, “Rouge”, segunda parte da série, que consistia em um número solo do próprio Dubois. A peça final, “Tragédie”, foi apresentada pela primeira vez no Festival d’Avignon em 2012, e já percorreu diversas cidades da Europa, Estados Unidos e América do Sul.

 Paralelo ao seu trabalho como coreógrafo e bailarino, Dubois ensina e dirige workshops para algumas companhias de dança internacionais e escolas, incluindo a Ópera Estatal de Viena, a Escola Nacional de Dança em Atenas, a Companhia Ballet Cairo Opera, Troubleyn / Jan Fabre, Ballet Preljocaj e na École des Beaux-Arts, em Mônaco.

Sua mais recente produção, “Souls”, composta por seis bailarinos de diferentes nações africanas, entrou em turnê mundial em 2013.

SERVIÇO:

Data: 12/09

Horário: sábado, às 21h

Local: Grande Sala

Capacidade: 1520 lugares

Classificação etária: 18 anos

Ingressos:

Plateia R$ 80

Frisas e camarotes R$ 60

Galerias R$ 20

Meia entrada disponível – www.ingressorapido.com.br

 

CIDADE DAS ARTES

Local: Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca – RJ